domingo, 12 de fevereiro de 2017

Ensaio da peça "E o mar já não existe" com Felipe Vargens.

“Os homens juntam-se menos, há menos grupos. É um facto: a solidão aumenta nas nações pacíficas. Aproximamo-nos dos outros para nos defendermos. Por egoísmo nos juntamos.
A boca é importante em tempo de guerra: as pessoas têm fome; em tempo de democracia os lábios mantêm a importância, mas agora são ocupados pelos discursos. A linguagem é mais utilizada em tempo de paz, sobre isso não há dúvidas: em tempo de guerra não há conversas, apenas informações. Frases rápidas e curtas.”

Trecho de “Um Homem: Klaus Klump”, de Gonçalo M. Tavares.
Fotos de Daniel Debortoli.










Ensaio da peça "E o mar já não existe" com Jacyara de Carvalho.

“Dentro da própria roupa as mãos fazem um intervalo entre o tocar na amante e o segurar na lamina que mata. As mãos são órgãos susceptíveis tácteis, mas também sentimentos mais complexos: como a grande tristeza. Supor que há elementos do corpo que não sofrem nem se exaltam, que apenas assistem, parece um equívoco evidente de uma certa anatomia analítica que vê cada bocado de corpo como louco individual, com o seu mundo próprio. Não há nenhum órgão que possas extrair do corpo, mantendo este vivo, de modo a que do organismo expulses apenas as emoções. Só extrairás as emoções quando eliminares por completo o organismo. A última célula que sobrevive ainda sente e provavelmente pensa.”

Trecho de “Um Homem: Klaus Klump”, de Gonçalo M. Tavares.
Fotos de Daniel Debortoli.









Ensaio da peça "E o mar já não existe" com Viviane Dias.

“Uma orquestra militar ascende pelo edifício central e a música desce como os aviões que querem atacar. Transformaram a música numa peste, numa forma de doença que vem pelo ar.
As mulheres e as crianças ganharam medo da música. Esta música anuncia-os. Eles chegam ao início da rua e as mulheres e as crianças afundam-se nas cadeiras. E o mar já não existe.
É evidente que é impossível: nem cem mil máquinas militares perturbam fortemente o mar. Mas há quem acredite que eles levam barcos para o mar e a orquestra militar, e tocam em cima da água. A água contaminada com a música. Os peixes adoecem.”

Trecho de “Um Homem: Klaus Klump”, de Gonçalo M. Tavares.
Fotos de Daniel Debortoli.











quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Nossa Bagagem Ilimitada está mais colorida!!!

O Teatro é a arte do encontro e a Cia Bagagem Ilimitada celebra e agradece quando encontra parceiros tão especiais!

Foto: Dan Debortoli

Por vezes cruzamos no caminho da Arte com artistas especiais. Pessoas que possuem uma capacidade rara de ver o mundo com mais sutileza e com um firme propósito de tornar tudo mais criativo. Resistir às desigualdades que nos cercam exige uma união de forças feita passo a passo com mãos fortes e coração leve. Assim nos unimos a Felipe Vargens e Viviane Dias, duas almas errantes buscando sua redenção através da arte, da investigação constante e de muita garra para conquistar sonhos incríveis. Cada um traz sua beleza de alma singular e seu talento latente. Que nossos passos sejam certeiros, que a Arte nos abrace e que nossa parceria nos torne melhores a cada experiência vivida. Nossa Bagagem Ilimitada está mais colorida com a presença de vocês.

“O encontro, o processo e a generosidade. Tenho aprendido em doses diárias o compromisso que nós artistas assumimos em extrair da cultura ideias que podem ser consideradas verdades intoleráveis, mas que, no entanto, são fruto do que vivemos em coletividade. O teatro para mim é um manifesto que usufrui de todas as linguagens, e é também a chance de olhar nos olhos do outro e ser reconhecido tal pela sua semelhança ou pela sua diferença. Então nós vamos construindo tijolinho por tijolinho, contando histórias, vivenciando cada símbolo, cada gesto, cada palavra e cada som diante das nossas vivências individuais, e compartilhando os desafios e o crescimento em grupo. A Bagagem é o amor em comum pelo ofício, pela troca e muito suor.” Viviane Dias


"Quando penso em Teatro, penso em corpos suados, mãos sujas, dores, hematomas, noites de insônia em que o corpo se entrega mas a cabeça continua em estado de alerta, pulsante em busca de soluções para as questões que surgiram durante o ensaio. Penso em processo, em acúmulo de experiências e vivências compartilhadas, penso em colaboração, troca. O teatro é como uma estação, um lugar onde histórias se cruzam, alguns compartilham o lugar de onde vieram, outros o lugar para onde vão, mas cada um carrega consigo a sua história. A Cia. Bagagem é um encontro na estação, um coletivo de artistas que somam suas trajetórias com intuito de uma longa e divertida viagem." Felipe Vargens

Bem-vindos e vamos juntos! Avante! Nossa trupe está a todo vapor!


Viviane Dias, paulista, fez o curso técnico profissionalizante para bailarino na Faculdade de Dança Angel Vianna (2013-2014) e o curso profissionalizante de Atores TV/Cinema Nu Espaço (2012-2014). Atualmente estuda Artes Cênicas na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna em 2015. Atuou na esquete “Alma” baseado em adaptações sobre Nelson Rodrigues, com direção de Dudu Gama, na Escola Estadual Martins Penna em 2015; Participou do trabalho coletivo “Julgamento do Pezão” orientado pelos professores da Martins Penna no protesto artístico na ALERJ em 2016; Atuou na espetáculo “Por Nós” no Centro Cultural Parque das Ruínas em 2016; Na peça “Cartas às Mulheres”, com direção de Dani Rougemont, no Teatro do Sesc no Festival de Teatro Universitário em 2016; Atuou também na peça “Plínio Marcos Escracha”, com direção de Dudu Gama, no Teatro Luiz Peixoto na Escola Estadual de Teatro Martins Penna em 2016. Atualmente está na peça “E o mar já não existe”, escrito e dirigido pelo Pv Israel, livremente inspirado no livro “Um Homem: Klaus Klump”, do Gonçalo M. Tavares.



Felipe Vargens, baiano, formado em Artes Cênicas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), também fez a Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna e o Projeto Criação e Formação Artístico do Núcleo de Artes Cênicas de Camacan, na Bahia em 2007. Fez também um curso de extensão na Escola de Atuação Aguinaldo Silva, com Julia Carrera na Casa Aguinaldo Silva de Artes, no Rio de Janeiro, em (2016). Atuou no Rio de Janeiro em Chilenos ou Franceses, da Cia Bagagem Ilimitada, com direção de Jacyara de Carvalho (2016); Turno da Noite, de Aguinaldo Silva, com direção de Julia Carrera (2016); Uma História de Pouco Amor, de Edson Bueno, com direção de Moacir Chaves (2014); A vida na Praça Roosevelt, de Dea Loher, com direção de Bruno Henriquez (2012); Projeto Tiradentes Cultura, reinauguração da Praça Tiradentes, com direção de Amir Haddad (2011); Pode ser que seja só o leiteiro lá fora, de Caio Fernando Abreu, com direção de Luís Felipe Perinei (2011); Também atuou em A Estação, Cia. Art'Luz de Dança e Teatro, com direção de Alessandra Gripp, em Casimiro de Abreu/RJ (2010); Então é Isso, Cia. Art'Luz de Dança e Teatro, com direção de Alessandra Gripp, em Macaé/RJ (2009); Retrato Humano, Núcleo de Artes Cênicas de Camacan com direção de Meran Vargens em Camacan/BA (2007). Atualmente está na peça “E o mar já não existe”, escrito e dirigido pelo Pv Israel, livremente inspirado no livro “Um Homem: Klaus Klump”, do Gonçalo M. Tavares.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

2 anos Fazendo e Contando Histórias!

Foto: Samyta Núñez

Nesta data querida comemoramos 2 anos de existência! 
Foram dias de aprendizados e seguimos firmes e forte, em frente, com amor e por amor ao Teatro. As escolhas muitas vezes não são fáceis, mas acreditamos verdadeiramente no nosso oficio e queremos espalhar amor e alegria. 
Celebramos no dia da Rainha do mar o mar de amor que a Bagagem nos proporciona! 
Gratidão aos familiares, parceiros, amigos e ao público! 
Viva a Bagagem! Viva o Teatro! Viva a Vida!